quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Austrália


Lembro quando as primeiras imagens de Austrália, filme dirigido por Baz Luhrmann, conhecido por filmes como Romeu + Julieta e Moulin Rouge - Amor em Vermelho foram divulgados. Era vendido pela distribuidora como um novo ...E o Vento Levou. Ou seja, foi um grande hype publicitário para tentar repetir o sucesso do filme mencionado.

O que podemos comparar com o filme de 1939 é a história de Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman), uma inglesa que acabou herdando uma fazenda de gado falido de seu marido, que é localizado na Austrália. Ela acaba descobrindo que a terra está sendo desejado por um barão local, que faz de tudo para colocar a fazenda á falência. Com a ajuda do Vaqueiro (vivido por Hugh Jackman), Sarah deve levar 1500 cabeças de gado para Darwin, e vender para soldados do exército australiano, na época da Segunda Guerra Mundial.

Um dos pontos fortes (ou talvez os melhores da película) é sua parte técnica. È um deleite para os olhos, como por exemplo os figurinos, que concorreram ao Oscar, apesar de ter sequências feitas em computador, que acabam tirando o brilho da edição e a duração do filme não colabora com a fluidez da história e o roteiro com falhas da história, a trilha sonora instrumental não muito memorável com direito a uma homenagem repetitiva para o clássico O Mágico de Oz, além da falta de química entre Nicole Kidman e Hugh Jackman.

Austrália tinha tudo para ser um filme marcante, assim como foi ...E o Vento Levou, mas só se sustenta com sua parte técnica. Não é uma produção que conta sobre a história da Austrália, mas se precisar de uma espécie de sonífero para domir, é um programa perfeito em razão de suas quase três horas de duração.

Cotação: 5,0

Título Original: Australia
País de Origem/Ano de Produção: EUA/Austrália, 2008
Direção: Baz Luhrmann
Roteiro: Stuart Beattie, Baz Luhrmann, Ronald Harwood e Richard Flanagan, baseado em estória de Baz Luhrmann
Elenco: Nicole Kidman, Hugh Jackman, Brandon Walters, David Wenham, Bryan Brown, Bruce Spence, Jack Thompson, Bill Hunter.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MeMe - As 13 vozes da minha vida

O nosso grande amigo Wally, dos blogs Cine Vita e o pessoal The Spotless Mind of Wally nos passou um MeMe bastante interessante. Para mim, o quesito música é fundamental em minha vida, como o cinema. Muitas canções passam por nossa vida e, marca gerações e também personalidades. Então, listo uma seleção simplescom 13 vozes que marcam minha trajetória e também não param de tocar em meu MP3.





Bruce Springsteen - Streets of Philadelphia






Glen Hansard and Marketa Irglova - Falling Slowly





James Taylor - Our Town



Madonna - Who's That Girl



Michael Jackson - Thriller



Phoenix - 1901













Repasso o MeMe para:

Bruno, do BS Movies
Diego, do Cine Dewonny
Reinaldo, do Claquete
Jeniss, do Dia do Cinéfilo Inútil
Matheus, do Cinema e Argumento

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Trilha Sonora da Semana


Avatar, por James Horner

O americano James Horner tem como trabalhos principais as trilhas sonoras de filmes como Lendas da Paixão, Coração Valente, Titanic (esta rendendo-lhe o Oscar e o Grammy) e mais recente - e belíssima O Menino do Pijama Listrado. Agora volta a trabalhar na trilha sonora de um filme de James Cameron, no aguardadíssimo Avatar. O score trás ótimas composições e boas misturas de suspense e aventura, e até com toques de drama. Os destaques ficam com as faixas "You Don't Dream in Cryo", "Pure Spirits of the Forest", "Becoming One of the People Becoming One with Neytiri" (a melhor), "Scorched Earth", "War". E também não podemos esquecer da música-tema "I See You", cantada pela inglesa Leona Lewis, que por opinião pessoal, não acho uma canção interessante. Vale lembrar que esta canção e a trilha foi indicada ao Globo de Ouro. Não seria surpresa se James Horner ganhasse o Oscar por este trabalho. O filme tem estreia mundial marcada para 18 de dezembro. Para fazer o download da trilha, clique aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Paris, Eu Te Amo


Paris já foi cenário para muitas histórias cinematográficas. A mais bela que vem em minha cabeça é a animação Ratatouille, onde a cidade luz é mostrado por um ratinho que tem o dom da gastronomia. E, junto com a animação da Pixar, a capital da França também tem não um, mas 21 pontos de vista diferentes sobre ela, que é mostrado em Paris, Eu te Amo.

Primeiro de uma série de filmes de um projeto chamado "Cidades do Amor", com Nova York (este sendo lançado no Brasil em 18 de dezembro) e Rio de Janeiro os próximos da lista, Paris tem histórias paralelas e independentes onde o amor é presente em vários elementos como paixão, carinho, fraternidade e desencontros. Foram recrutados para a "aventura" cineastas do cálibre de Gus Van Sant, os irmãos Coen, Wes Craven, Alexander Payne, Tom Tykwer, Walter Salles & Daniela Thomas, só para citar alguns rostinhos mais conhecidos.

Com um filme deste porte, o resultado acaba ficando aquém, em razão de uma produção deste gênero costumar ser irregular. Mas isto não tira o brilho da produção, que tem curtas maravilhosamente bem conduzidos como o dos brasileiros Walter Salles & Daniela Thomas, que contam uma comovente história de uma babá ou de Alexander Payne, com uma verdadeira homenagem a Paris, sob a visão de uma turista norte-americana que narra sua estadia pela cidade e de Isabel Coixet, que mostra o renascimento de um casamento. Vale também lembrar dos curtas dirigidos por Tom Tykwer, Olivier Schmitz, Richard LaGravanese, Sylvain Chomet e os irmãos Coen, estes dois últimos usam o elemento da comédia.

Paris, Eu te Amo tem curtas ótimos e irregulares, mas não deixa de ser uma boa experiência cinematográfica, onde podemos conhecer bairros de Paris e o por que dela ser uma das cidades mais românticas do mundo.

Cotação: 7,5

Título Original: Paris, Je t'aime
País de Origem/Ano de Produção: França, 2006
Direção: Olivier Assayas, Frédéric Auburtin & Gérard Depardieu, Joel Coen & Ethan Coen, Gurinder Chadha, Sylvain Chomet, Isabel Coixet, Wes Craven, Alfonso Cuarón, Christopher Doyle, Richard LaGravanese, Vincenzo Natali, Alexander Payne,Walter Salles & Daniela Thomas, Bruno Podalydès, Olivier Schmitz, Nobuhiro Suwa, Tom Tykwer, Gus Van Sant
Roteiro: Tristan Carné, Emmanuel Benbihy, Ethan Coen, Joel Coen, Olivier Assayas, Gurinder Chadha, Gena Rowlands, Sylvain Chomet, Richard LaGravenese, Vincenzo Natali, Raphaël Nadjari, Isabel Coixet
Elenco: Gaspard Ulliel, Steve Buscemi, Catalina Sandino Moreno, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Nick Nolte, Ludivine Sagnier, Maggie Gyllenhaal, Bob Hoskins, Natalie Portman, Fanny Ardant, Ben Gazzara, Marianne Faithfull, Gena Rowlands,Elijah Wood.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Inimigos Públicos


Michael Mann tem um estilo de conduzir filmes bem interessante. Coloca em seus filmes toda a energia que uma produção do gênero precisa. Um dos pontos principais é a condução da câmera na mão e combinar bem a trilha sonora. Essa versatilidade que vimos em filmes como Fogo Contra Fogo e Colateral acaba mudando de tempo em Inimigos Públicos.

Johnny Depp interpreta um personagem real, que acabou entrando na história americana na época da Depressão dos anos 30, John Dillinger. Ele foi considerado o inimigo público n°1 dos EUA por comandar grandes roubos a bancos, que tinham responsabilidades pela crise econômica que estavam passando. E também vemos o nascimento de uma das maiores instituições mais respeitadas e conhecidas no combate ao crime, o FBI. Daí, Dillinger é caçado pelo agente Melvin Purvis (Christian Bale) e, ao mesmo tempo acaba se envolvendo amorosamente com Billie Frechette (Marion Cotillard).

O que acaba destacando em Inimigos Públicos é sua parte tecnica e também o trabalho de direção de Michael Mann, assim com a atuações competentes de Johnny Depp e Marion Cotillard. Além da eficácia em contar sobre a história inicial do FBI e também a esperteza de Dillinger e, digamos o seu lado "sensível". Destaque também para a ótima trilha sonora de Elliot Goldenthal, bem conduzida com o clima do filme.

Inimigos Públicos é uma obra além de eficiente e bem conduzida, tem uma parte tecnica que é um primor. E acaba contando uma boa história sem nunca cair na monotonia um dos gênero mais populares no cinema: o policial.

Cotação: 8,5

Título Original: Public Enemies
País de Origem/Ano de Produção: EUA, 2009
Direção: Michael Mann
Roteiro: Ronan Bennett, Michael Mann, Ann Biderman, baseado em livro de Bryan Burrough
Elenco: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cottilard, Billy Crudup, Giovanni Ribisi, Stephen Graham, Channing Tatum, David Wenham, Stephen Dorff, Jason Clarke, John Ortiz.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Filmes vistos no mês de Novembro (2009)



Up - Altas Aventuras, de Pete Docter & Bob Petersen (Up, 2009)*


Em Direção ao Sul, de Laurent Cantet (Vers Le Sud, 2005)
Inimigos Públicos, de Michael Mann (Public Enemies, 2009)
Katyn, de Andrzej Wajda (Katyn, 2007)
Star Trek, de J.J. Abrams (Star Trek, 2009)


Controle Absoluto, de D.J. Caruso (Eagle Eye, 2008)
Paris, Eu Te Amo, de Vários (Paris, je t'aime, 2006)
Possuídos, de William Friedkin (Bug, 2006)
Um Homem Bom, de Vicente Amorim (Good, 2008)


Os Reis da Rua, de David Ayer (Street Kings, 2008)


Total: 10 filmes no mês
Revistos: 1 (*)
Vistos no telão: -

domingo, 29 de novembro de 2009

Star Trek


Em 1966, o roteirista e produtor Gene Roddenberry lançou uma série de televisão que acabou virando um sucesso inesperado. Jornada nas Estrelas acabou ficando quatro anos no ar e virou também livros, desenhos animados e, mais onze filmes para a indústria cinematografica, onde, por incrível que parece sua melhor versão foi lançada em 2009 sob a batuta de J.J. Abrams, criador de séries com Lost.

Esta película foca, principalmente, da origem da história antes da nave U.S.S. Enterprise e sobre a vida de seus dois principais tripulantes: James Tiberius Kirk (Chris Pine) e Spock (papel de Zachary Quinto, conhecido pela série Heroes). Um é um rebelde que não se conforma com a perda do pai e o outro é um vulcano/humano que é o primeiro de sua raça a ser aceito para a Frota Estelar. Mas apesar das diferenças e da rivalidade entre eles, eles terão que se unir, junto com outros integrantes da nave para impedir os planos do vilão General Nero (Eric Bana, irreconhecível).

O que encanta nesta nova versão de Star Trek é como a película consegue funcionar graças ao ótimo trabalho do diretor, que afirma não ser um "conhecedor" da saga. Mas transformar uma franquia, que estava meio desgastada em uma porta de entrada para quem nunca viu um episódio ou filme (tenho-me que colocar nesta lista). Destaque maior fica também por conta dos ótimos efeitos visuais, a bela trilha sonora de Michael Giacchino e o afiadíssimo elenco.

Star Trek é, além de ser um resurgimento de uma franquia, é também um digno e honesto filme, para fã assíduos da série e também, novos admiradores. È ação, aventura e até toques de comédia, em que o espectador pode falar depois da sessão: "Está faltando blockbusters com este em Hollywood".

Cotação: 9,0

Título Original: Star Trek
País de Origem/Ano de Produção: EUA, 2009
Direção: J.J. Abrams
Roteiro: Alex Kurtzman e Roberto Orci, baseado em série de Gene Roddenberry
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Eric Bana, Bruce Greenwood, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Ben Cross, Winona Ryder.