
Em Abraços Partidos, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar ainda usa a fórmula conhecida em suas obras, como Fale com Ela e Volver, incluindo referências noir e o uso de cores chamativas para representar a narrativa de sua história. E, aqui, o suspense, o romance e a tragédia estão presentes com uma bela parte técnica.
Mateo Blanco (Lluís Homar), ex-diretor e roteirista cego que passa a adotar o pseudônimo Harry Caine depois de perder sua visão e o amor de sua vida, a atriz aspirante Lena (Penélope Cruz) em um acidente de carro. Ele relembra a época que filmava Garotas e Bolsas, em que Lena era a protagonista e casada com o empresário Ernesto Martel, que desconfiando de traição, tenta impedir a conclusão do filme.
O cinema gira toda a história de Abraços Partidos. È um filme dentro de outro, com citações de outras produções de Almodóvar, como a própria película Garotas e Bolsas. A direção de Pedro tem méritos, apesar de ter algumas sequências meio problemáticas e aparentar um pouco a monotonia. Vale destacar a parte técnica, principalmente a fotografia e a trilha sonora de Alberto Iglesias e também Penélope Cruz, numa atuação notável e naturalmente em sua língua-mãe.
Abraços Partidos pode não ser o melhor que Pedro Almodóvar pode oferecer, mas não pode ser deixado de lado, pela marca e o lado pessoal cinematográfico do cineasta. Longo, sim pela diversidade dos detalhes. Esquecível, não.
Cotação: 8,0
Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos, 2009)
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Penélope Cruz, Lluís Homar, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Rubén Ochandiano, Tamar Novas, Lola Dueñas.





