terça-feira, 12 de julho de 2011

O que esperar de As Aventuras de Tintim?

As Aventuras de Tintim, do belga Hergé foram apresentadas pela primeira vez em um jornal francês que tinha um caderno voltado para o público infantil em 1929. Posteriormente, as aventuras do jovem repórter e seu fiel companheiro canino Milu ganharam outros exemplares literários, produtos como selos postais e uma série de desenhos que no Brasil eram exibidos na TV Cultura nos anos 1990. Mas o que a série tinha de interessante é mesclar mistério e humor com personagens carismáticos e divertidos para a mais variada faixa etária.

Era inevitável que as fascinantes aventuras de Tintim fossem ganhar um filme, ainda mais com Steven Spielberg e Peter Jackson juntando forças para tornar realidade, mas claro do uso da técnica atual da captura de movimentos, usada muito por Robert Zemeckis em filmes como O Expresso Polar, substituindo as atuações em carne e osso. Pelo que o primeiro trailer completo de The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn apresenta, a escolha desse critério por Spielberg pode ser descrito como parecer chegar perto da essência da obra, ao mesmo tempo em que se usasse o live action, teríamos atuações caricaturais, especialmente de personagens como Capitão Haddock e da dupla Dupond e Dupont.

Pelo trailer, pode-se esperar por um filme com muita ação e mistério, além de uma técnica impecável, especialmente na trilha composta por John Williams, parceiro habitual de Spielberg. No elenco que empresta seus movimentos (e vozes) aos personagens, nomes como Jamie Bell (Tintim), Andy Serkis (Capitão Haddock), Daniel Craig (Red Rackman), Simon Pegg e Nick Frost (Dupond e Dupont). A estreia está prevista para 11 de novembro de 2011. Fique com o trailer de Tintim logo abaixo:

quarta-feira, 6 de julho de 2011

As Coisas Impossíveis do Amor


No começo de As Coisas Impossíveis do Amor, somos apresentados a belas fotos da protagonista vivida por Natalie Portman com seu filho recém-nascido, mostrando emoção e alegria num momento como esse. Mas é o dilema da maternidade que o filme tenta tratar, já que a personagem precisa enfrentar a perda e esforços para ser aceita.

Emilia é uma jovem que começa a trabalhar em um escritório de advocacia pertencente a Jack (Scott Cohen). Ali, eles começam a ter um caso que resultou no fim do casamento de Jack com a médica Carolyn (Lisa Kudrow, conhecida pelo seriado Friends). Posteriormente, Jack e Emilia se casam e têm uma filha que por causas naturais, faleceu dias depois de nascer. Além da difícil superação com a morte precoce da filha, Emilia ainda tenta conquistar seu enteado, ao mesmo tempo que lida com os ciúmes de Carolyn.

As reais intenções do filme é apagar a famosa imagem da madrasta, que sempre é vista como temida e sempre rejeitada. È o ponto de vista dela, com suas dificuldades em manter o casamento, ao mesmo tempo que tenta se aproximar do filho de seu marido, sendo uma confidente, com o típico "Pode deixar que não conto, será nosso segredinho", ao mesmo tempo que seu pai reaparece pedindo perdão por ter trocado a esposa por outra.

Enquanto o filme traz estas qualidades de premissa, mas possui personagens sem simpatia. Tirando Emilia que é bem defendida por Natalie Portman, temos uma caricatura na forma de Lisa Kudrow, como a ex-esposa ciúmenta Carolyn, além de o Jack de Scott Cohen ficar apagado em muitos momentos, o que pode ser considerado um pecado pelo tamanho da importância de seu personagem.

O que As Coisas Impossíveis do Amor ganha em conflitos, perde por ser vazio, principalmente em explorar as pessoas importantes ao redor de Emilia, fazendo com que fique cansativo am alguns momentos. Mas, valeu por abrir as oportunidades e mostrar que é possível explorar melhor o ponto de vista da outra mulher e fugir dos estereótipos dos contos de fada.

Cotação: 6,0

As Coisas Impossíveis do Amor (The Other Woman, 2009)
Direção: Don Roos
Roteiro: Don Roos, baseado em livro de Ayelet Waldman
Elenco: Natalie Portman, Scott Cohen, Lisa Kudrow, Charlie Tahan, Lauren Ambrose, Anthony Rapp, Daisy Tahan, Elizabeth Marvel, Michael Cristofer, Debra Monk.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Meia-Noite em Paris


No início de Meia-Noite em Paris, o protagonista diz em um momento que largaria sua vida nos EUA - em que é um roteirista de filmes - para viver em Paris. Porque além de ser um colírio visual, é um lugar perfeito para escritores frustrados terem certa inspiração para escreverem suas histórias. Um pensamento romântico, digamos.

Gil (Owen Wilson) desembarcou em Paris com sua noiva Inez (Rachel McAdams), acompanhar os pais desta que estão a negócios por lá. Ele é um sujeito idealista e sonhador, acha que a Cidade-Luz é mais encantadora na chuva. Ela é mais realista e fútil, pensando somente o que está ao seu redor têm a ver com o consumismo, além da aproximação maior com um pedante ex-namorado dela, um pseudo-intelectual.

Não conseguindo se adaptar a rotina “agitada” de sua noiva e dos amigos dela, Gil começa a fazer passeios noturnos pela cidade e quando o sino toca na meia-noite, ele acaba se deparando com algumas figuras como os escritores Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e sua esposa, Zelda, o músico Cole Porter, o pintor Pablo Picasso, entre outros, na época dos anos 1920, quando eles andavam por cafés e pontos turísticos.

Depois de começar estes passeios noturnos, Gil deparou-se com o seu maior sonho de viver a época dos anos 20, ou poderia estar ficando neurótico, é um dilema que Gil enfrenta: querer viver este sonho ou voltar para os EUA e ter uma vida miserável. O que pode ser separado entre a fantasia ou a imaginação numa situação dessas?

Woody Allen coloca em discussão a imagem de Paris, que possui um acervo histórico muito rico, especialmente na Belle Époque, a era de ouro da beleza. È uma viagem turística-histórica que não exige muito conhecimento do espectador, só viajar na fantasia, sonhar acordado. O clima do filme lembra muito da declaração de amor de Manhattan e da fuga da realidade de A Rosa Púrpura do Cairo.

Sobre o elenco, Owen Wilson faz seu tour de force como Gil Pender, incorporando bem os tiques de Allen sem soar forçado. A carismática Rachel McAdams está ótima, mas infelizmente não é muito beneficiada por sua Inez causar total antipatia. Do outro lado, temos a sensacional Marion Cotillard como Adriana, musa inspiradora de Picasso, além de Michael Sheen, como o amigo pedante Paul, Alison Pill como a esposa de Fiztgerald e Adrien Brody, numa breve, mas impagável participação como Salvador Dalí.

A vida necessita que podemos embarcar em um lugar e procurar inspiração. È isso que Meia-Noite em Paris quer proporcionar para os amantes de um bom e belo Cinema. Sonhar não é um perigo, é uma das maiores artes que existem para entendermos o significado da vida.

Cotação: 9,5

Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011)
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Marion Cotillard, Rachel McAdams, Mimi Kennedy, Michael Sheen, Kurt Fuller, Kathy Bates, Corey Stoll, Léa Seydoux, Adrien Brody, Carla Bruni, Alison Pill, Tom Hiddleston, Gad Elmaleh, Nina Arianda.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Soundtrack: Water for Elephants


A adaptação do best-seller Água para Elefantes, traz uma trilha sonora graduada pelo competente James Newton Howard, conhecido por scores como das versões de Christopher Nolan para Batman, em parceria com Hans Zimmer, além de produções como A Vila e King Kong.

Water for Elephants traz uma composição delicada, ao mesmo tempo que toques mágicos, lembrando um pouco o trabalho de Alexandre Desplat para O Curioso Caso de Benjamim Button. Exemplos de delicadeza estão em "Did I Miss It" e "Circus Fantasy". Além da transição entre o romantismo com "Jacob Sees Marlena" e na agitada "The Circus Sets Up".

De acordo com a premissa - passando-se no periodo da Crise de 1929 - as faixas "I'm Confessin' (That I Love You)", "Barbara's Tent" e "Don't Tell Him What Happened to Me", com está música misturando música de época com os acordes do violino. Mesmo que poucas faixas como "'I Can See Straight Through You" que precisava de um acabamento melhor, mas no resultado como um todo, é de um belíssimo trabalho, ainda mais referente a um filme de romance. Para fazer o download, clique aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos


"A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, e que não significa nada." - William Shakespeare


A citação vinda da obra de Shakespeare, Macbeth, poderia descrever Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, empreitada de Woody Allen. O título pode parecer mais uma comédia romântica habitual, mas são sobre pessoas (ou seja, casais) que não estão passando por mar de rosas, mas sim frustradas e sem controle com relação ao que acontece ao redor delas.

Somos apresentados a uma senhora chamada Helena (Gemma Jones). Ela tenta superar o fim de um casamento que durou mais de 40 anos com Alfie (Anthony Hopkins), este preocupado em recuperar a juventude com bronzeamentos artificiais e se apaixonando por uma prostituta de luxo (Lucy Punch), que só está com ele por causa dos bens materiais. Enquanto Alfie está nas nuvens, Helena começa a visitar frequentemente Crystal (Pauline Collins), uma vidente que sempre está prevendo que ela irá conhecer um novo amor, apesar do espectador conseguir perceber as reais intenções dela.

No outro canto da história, temos a filha do casal, Sally (Naomi Watts) que mantêm uma relação desgastada com Roy (Josh Brolin), um médico que não exerce a profissão e tenta ganhar a vida como escritor. O que acaba balançando mais a narrativa de desencontros, entram em cena Dia (Freida Pinto), a vizinha “de vermelho” e Greg (Antonio Banderas), patrão de Sally.

O que Woody Allen passa em sua obra é o tamanho da frustração dessas pessoas, independente da classe ou beleza e até das expectativas na figura de Helena, que vê na vidente um porto seguro para seus problemas e fazê-la acreditar novamente em viver a vida, com uma outra pessoa, talvez, um estranho, alto e escuro? Ou do lado de Sally que começa a ter alto estima depois que começa a se relacionar com seu chefe, mesmo como uma amiga.

Além do estudo de personalidades, Allen brinca com os diálogos afiados, mesmo sendo batidos e vistos em algumas obras anteriores do cineasta novaiorquino, além de ter um bom elenco em sintonia, com destaque para Naomi Watts, Josh Brolin (em um papel com semelhanças ao próprio Allen) e Gemma Jones, a maior surpresa do filme.

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos é uma crônica filmada, sobre o comportamento humano, suas ilusões não só presente na parte amorosa. È pessimista, ok, mas é essa característica que torna as obras de Woody Allen irresistíveis, mesmo as suas menores histórias valem um esforço...

Cotação: 8,0

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos (You Will Meet a Tall Dark Stranger, 2010)
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Gemma Jones, Pauline Collins, Anthony Hopkins, Naomi Watts, Josh Brolin, Freida Pinto, Antonio Banderas, Lucy Punch, Anna Friel.

sábado, 7 de maio de 2011

Comer Rezar Amar


"Um conselho: tente não desmoronar o tempo todo ou então isso se torna um hábito."

A intenção de Comer Rezar Amar - o best-seller - é contar as experiências reais da jornalista norte-americana Elizabeth Gilbert, que estava em uma encruzilhada, mas demostrou bem através da escrita que conseguiu se recuperar e encontrar um novo rumo à sua vida, isso tudo no mais açucarado possível para causar a identificação imediata. A mesma coisa é o filme baseado em sua história.

Liz (interpretada por Julia Roberts) é uma mulher que aparenta ter uma vida confortável, com um marido que a ama e um bom emprego, mas sente um vazio em sua vida pessoal. Após lidar com um intenso divorcio, ela se aventura com um jovem ator, que também não estava feliz. Vendo que sua vida amorosa não está num mar de rosas, Liz resolve sair da rotina de Nova York e partir para uma longa viagem rumo à três continentes distintos: Itália, Índia e Bali.

Na Itália - especialmente Roma - ela aprende algumas palavras em italiano, conhece pessoas que estão na mesma situação que ela (são turistas) e, claro, comer muito. Chegando no continente indiano, depara-se com o lado espiritual e faz amizade com Richard do Texas (papel de Richard Jenkins). E chegando em Bali, já imaginamos aonde a palavra amar encaixa. Tudo isso numa viagem de autoconhecimento próprio da Liz como pessoa e aprender a se amar.

A película é uma verdadeira viagem, são 133 minutos de duração, o que acaba deixando a experiência cansativa, assim como o livro, que tinha a vantagem da imaginação. Mas, o tempo não impede de contar toda a experiência da protagonista que resumindo é comer, rezar e amar, causando a sensação de um dia jogar tudo para o alto e fazer essa viagem, mesmo com o clichê presente na maioria dos filmes do gênero.

A produção traz uma fotografia bela, principalmente nas cenas passadas em Bali, a parte menos interessante, apesar de ter Javier Bardem como um brasileiro que está mais para um espanhol, uma atuação nada demais vindo um ator como ele. Mas, o maior nome do filme é mesmo Julia Roberts. Ela conseguiu dar mais simpatia que a Liz do livro já tinha, passar as dores que ela sente para o espectador se identificar. Além de Roberts e Bardem, temos Richard Jenkins, ótimo como Richard do Texas e um apagado James Franco.

Comer Rezar Amar é um verdadeiro 'chick flick'. Você precisa de um filme como esse de vez em quando para mostrar que a vida é uma viagem e ela passa muito rápido, mesmo sendo uma premissa persuasiva para identificação imediata. E mesmo com a longa duração, vale a pena pensar em dar uma escapada da vida para comer, rezar e amar de um modo verdadeiro.

Cotação: 8,0

Comer Rezar Amar (Eat Pray Love, 2010)
Direção: Ryan Murphy
Roteiro: Ryan Murphy e Jennifer Salt, baseados em livro de Elizabeth Gilbert
Elenco: Julia Roberts, Javier Bardem, Richard Jenkins, James Franco, Billy Crudup, Viola Davis, Welker White, Luca Argentero, Andrea Di Stefano.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Comentando o trailer de "One Day"

De vez em quando, precisamos de um filme com um casal bonito, emocionante e também uma história bem desenvolvida, mesmo aparentando ser açucarado. O trailer de One Day não foge desses elementos, mas mostra-se uma promessa, comparando com os filmes do gênero atualmente.

O filme é adaptação do livro de David Nicholls, intitulado Um Dia - Vinte Anos, Duas Pessoas e conta a história dos personagens de Anne Hathaway e Jim Sturgess, que se conhecem numa formatura na Escócia em 1988, onde passam um dia juntos e posteriormente, cada um segue seu rumo. E ao longo de 20 anos, eles ainda se encontram todo dia 15 de Julho, aniversário do dia em que se conheceram.

Nesses dois minutos e meio de trailer, já dá para ficar apaixonado pelo trabalho fotográfico, o introsamento do casal protagonista e ainda ver Anne Hathaway com sotaque britânico, visto no pouco conhecido Amor e Inocência, biografia da autora inglesa Jane Austen.

One Day é dirigido pela diretora de Educação, Lone Scherfig e roteirizado pelo próprio David Nicholls, só por isso, podemos esperar fidelidade à história e o elenco conta ainda com as presenças de Patricia Clarkson e Romola Garai. Ainda não há uma data de estreia no Brasil, mas o livro que inspirou a obra tem previsão de lançamento para 13 de Maio. Veja o trailer abaixo: