terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011: umas pequenas considerações


O Globo de Ouro foi sem surpresas, confirmando ainda mais a campanha de A Rede Social rumo ao Oscar. Primeiro, a premiação que teve a apresentação do comediante britânico Ricky Gervais, que conduziu a festa no ano anterior. Sua performance comparado com um sonolento 2010 conseguiu chamar a atenção do público que assistia, exceto aos convidados presentes, que sentiram-se desconfortáveis com piadas ácidas. Já soam boatos de que fontes da Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA) irá mais convidá-lo para apresentar e de ele esquecer de chances de indicação futura.

Além do favoritismo do filme de David Fincher e do próprio diretor, com direito a agradecimentos a Mark Zuckerberg, criador da rede de relacionamento Facebook. Também confirma-se em roteiro e trilha-sonora (mesmo tendo o notável trabalho de Hans Zimmer, que pode surpreender). Natalie Portman e Colin Firth foram os atores dramáticos, por Cisne Negro e O Discurso do Rei.

Já na categoria mais polêmica, Comédia/Musical, Minhas Mães e Meu Pai era o candidato mais apropriado para ganhar, ainda por ser o mais elogiável da lista, que incluia filmes inéditos como o musical Burlesque e a aventura O Turista, com Angelina Jolie e Johnny Depp e alvos de duras críticas. Annette Bening confirmou o favoritismo entre as atrizes e Paul Giamatti superou as indicações de Depp.

Mais obviedades saindo do Critics' Choice: Christian Bale e Melissa Leo, ambos pelo drama de luta O Vencedor e Toy Story 3 a melhor animação. Já filme estrangeiro (In a Better World, da Dinamarca) e canção ("You Haven't Seen The Last of Me", de Burlesque) foram as únicas surpresas.

Mas foi na premiação de TV que sairam as melhores surpresas. Glee e Boardwalk Empire foram os grandes vencedores. E atores como Al Pacino, Claire Danes, Laura Linney e Jane Lynch que merecem reconhecimento pelos trabalhos realizados. E valeu muito em ver a verdadeira Temple Grandin, protagonista de um dos momentos mais emocionantes da noite.

Outros bons momentos da noite:

*Michael Douglas de volta, e muito bem!
*O discurso de "aquecimento" para o Oscar de Natalie Portman
*A troca de olhares entre Robert Downey Jr. e Emma Stone, assim com sua apresentação.
*A presença de Steve Carell e Tina Fey
*A piada de Gervais sobre O Turista e a categoria Filme Estrangeiro.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Mensageiro


O Mensageiro é de tirar o folego, ao mesmo tempo que é dolorido, por ter um contato maior com o sentimento e as marcas que a guerra deixou não só nos envolvidos, mas principalmente nas pessoas que amam. E o grande acerto do filme é introduzir ao espectador de forma crua uma das tarefas mais difíceis para qualquer ser humano: comunicar uma perda.

Recém-ferido da guerra do Iraque, Will Montgomery (Ben Foster) ainda tem três meses de serviço militar quando é remanejado para a divisão de notificação, sob supervisão do veterano capitão Tony Stone (Woody Harrelson). Essa função é de informar parentes de soldados que faleceram no front, antes mesmo dos noticiários. Isso exige que não exista envolvimento emocional e prezar o respeito, sempre.

A vida dos dois soldados são distintas, enquanto Will enfrenta o isolamento, ao mesmo tempo que problemas na visão, Tony enfrenta o alcoolismo e tem relacionamentos fúteis. Uma amizade entre os dois cresce, ao mesmo tempo que Montgomery estabelece uma relação de afeto com a viúva Olivia (Samantha Morton).

Diferentemente de filmes com temática semelhante, o roteiro de O Mensageiro é bem construído, sensível em lidar com eventos difíceis e respeitar os lados sentimentais dos familiares e dos soldados mensageiros. O realismo da direção e as atuações de Ben Foster, Woody Harrelson e Samantha Morton colaboram pelo contraste e identificação imediata.

O Mensageiro é comovente, tocante. Faz com que sentimos a reação da dolorosa perda de um ente querido e olhar também que para homens acostumados a lidar com a guerra ao terror, isso é mais doloroso ainda.

Cotação: 9,0

O Mensageiro (The Messenger, 2009)
Direção: Oren Moverman
Roteiro: Oren Moverman e Alessandro Camon
Elenco: Ben Foster, Woody Harrelson, Samantha Morton, Jena Malone, Steve Buscemi, Jahmir Duran-Abreau.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prêmio Dardos


Mesmo sendo meio tarde, o blog foi reconhecido pelo Prêmio Dardos, em que agradecemos ao colega Cássio, do Dialogando Cinema.

"O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."

Regras:

*Exibir a imagem do selo no seu blog;
*Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação;
*Escolher outros blogs para receber o selo;
*Avisar os escolhidos

Indico:

*Alex, Cine Resenhas
*Kamila, Cinéfila por Natureza
*Madame Lumiére, Madame Lumiére
*Pedro, Tudo é Crítica
*Wally, Pássaros Mortos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A Jovem Rainha Vitória


Como os livros de História contam, a Era Vitoriana foi uma época de prosperidade e paz para a Inglaterra e o auge da Revolução Industrial. E por ser o período de reinado de Vitória Alexandrina, que durou de 1837 a 1901. A Jovem Rainha Vitória retrata a intimidade da monarca de uma infância de regras a descoberta da maturidade em meio a pressão do destino.

Vitória teve uma infância de regras e cuidados, como descer as escadas somente com companhia de uma criada, por exemplo. Aos 18 anos - e interpretada por Emily Blunt - é a primeira na ordem de sucessão do tio, o Rei William (Jim Broadbent). Ela se recusa a conceder a regência do país a sua mãe, já que o tutor natural seria John Conroy (Mark Strong), administrador e companheiro da mãe de Vitória. Com a pressão política, ela se aproxima mais de seu primo, o Príncipe Albert (Rupert Friend), mesmo com os pequenos cortejos de antes.

O foco principal do filme é o relacionamento que Vitória nutre com Albert, que era treinado para o poder. A pressão que a nossa heroína tinha deixava-a mais solitária do que era, mais pelo modo de como era criada, sentindo-se com uma peça de xadrez, em um jogo contra sua vontade. Pode soar piegas o romance, mas aqui o roteiro ganha uma guinada maior.

A parte técnica tem a sua sutileza, principalmente nos figurinos. As atuações dos atores são de acordo com um filme de época, corretas, mas com destaque maior a Emily Blunt, mostrando versatilidade em interpretar uma personagem forte e decidida e conseguir uma boa química com seu companheiro de cena, Rupert Friend, especialmente na cena de Vitória pedindo seu amor em casamento.

A Jovem Rainha Vitória é satisfatório em não cansar, mas sim em cativar o espectador com uma história de amor envolvente e saber que Vitória conseguiu ter seu final feliz ao lado do homem que ama, além de ter a ajuda dele para transformar a Inglaterra, que segundo os livros, teve o seu melhor período.

Cotação: 8,5

A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria, 2009)
Direção: Jean-Marc Vallée
Roteiro: Julian Fellowes
Elenco: Emily Blunt, Rupert Friend, Paul Bettany, Miranda Richardson, Jim Broadbent, Thomas Kretschmann, Mark Strong, Jesper Christensen, Harriet Walter, Jeanette Hain, Julian Glover, Michael Maloney, Michiel Huisman, Genevieve O'Reilly.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Como Treinar o Seu Dragão


Ao assistir Como Treinar o Seu Dragão, produção dos estúdios Dreamworks, de imediato acaba lembrando O Gigante de Ferro, uma animação com técnicas simples, mas tocante em sua narrativa sobre o relacionamento de um menino com um gigante de ferro de outro mundo. Mas, obviamente, os personagens são distintos.

Em uma comunidade viking, vive Soluço, um garoto que não tem forças suficientes para lutar contra dragões, mas sempre desejou ser como o pai, líder do clã. Mas, num belo dia, ele encontra um dragão conhecido como Fúria da Noite, que caiu em uma armadilha – feita pelo próprio – mas acaba tendo uma parte da cauda invalida. Com isso, a aproximação entre o menino e a criatura acaba ficando cada vez mais afetiva, fazendo com que Soluço fique com um dilema em mãos.

A lembrança a O Gigante de Ferro é o fortalecimento de uma amizade, os segredos que o protagonista precisa esconder e as descobertas das diferenças entre criaturas e humanos, mostrando que todas as conversas sobre os dragões serem monstros são por desconhecerem que a espécie tem medo de algo e por serem obrigados a caçar algo para satisfazer os desejos de alguém.

Os criadores de animações com Shrek e Kung Fu Panda são conhecidos por apostar em personagens carismáticos para omitir furos e a falta de piadas em algumas histórias. O roteiro de Como Treinar o Seu Dragão é adaptado de um livro infantil, trazendo personagens que conquistam de imediato, como o menino e o dragão, contribuindo ainda mais com a técnica, desde os cenários até a bela trilha sonora composta por John Powell.

Como Treinar o Seu Dragão é uma primorosa produção, funciona com crianças e adultos e amorosa com sua mensagem de amizade, mostrando que o afeto não tem gênero, mas mostrar a todos o significado que está escondido em criaturas onde menos esperamos. Uma grata surpresa!

Cotação: 9,0

Como Treinar o Seu Dragão (How To Train Your Dragon, 2010)
Direção: Dean DeBlois e Chris Sanders
Roteiro: Dean DeBlois e Chris Sanders, baseados em livro de Cressida Cowell
Elenco (vozes): Jay Baruchel, Gerard Butler, Craig Ferguson, America Ferrera, Jonah Hill, Christopher Mintz-Plasse, Kristen Wiig.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Goodbye, 2010!


Sempre quando chega o dia 31 de dezembro, sempre relembramos as conquistas e desafios que entraram no caminho, alegrias e tristezas e metas que cumprimos ao prometer no começo do ano, tecnicamente, além de aprendermos com nossos erros. 2010 foi um ano que deixa muitas histórias, ensinando para nós o significado de sonhos ou realidade e até brincando com nossa imaginação.

Gostaria de agradecer a todos que visitaram o blog ao longo do ano, em que sempre está apresentando pessoas que não só amam Cinema, mas também procuram por um espaço para conversar. E que 2011 seja completo, com muitas realizações profissionais e pessoais, saúde e que o Cinema continue introduzindo-nos a muitas histórias, reais ou fantásticas. Mais uma vez, obrigado a todos e a 2010!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

It's a Wonderful Holiday!







Nós, da Apaixonada por Cinema queremos desejar a todos os nossos leitores e amigos um belíssimo Natal, com muita paz, saúde, presentes e muitas histórias para contar.