sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Minhas Mães e Meu Pai


No simplista Minhas Mães e Meu Pai, é mostrado o dilema de uma família em que duas mulheres formam uma família juntas, com os filhos vivendo as questões típicas da adolescência e, principalmente, em querer saber da verdade sobre a pessoa que ajudou a gerá-las.

Aqui, as duas mulheres, a médica Nic (Annette Bening) e a paisagista Jules (Julianne Moore) são casadas há vinte anos. Cada uma teve um filho concebido artificialmente atráves de uma doação de esperma, os jovens Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson). Quando Joni está prestes a ir para a faculdade, resolve atender a um pedido de seu irmão em procurar pelo "pai biológico", sem que suas mães saibam. È ai que o caminhos deles cruzam com Paul (papel de Mark Ruffalo).

A intenção da diretora e co-roteirista Lisa Chodolenko em mostrar um casamento homossexual bem-sucedido é boa, até por fugir um pouco da realidade atual que as pessoas passam, desde do preconceito até as dificuldades para adoção e criar um filho num ambiente como esse. Mas, quando o personagem Paul entra na história, Minhas Mães e Meu Pai acabe perdendo um pouco o fôlego pela falta de exploração de conflitos, mesmo transformados em cenas como casos extraconjugais e a entrada do amigo rebelde de Laser, que poderia ter passado batido.

Mas, o filme ganha forma mesmo em seu ótimo elenco, muito bem em sintonia. Annette Bening mostra uma mulher preocupada, mas também sensível com o choque que sua família enfrenta. Julianne Moore aparece bem a vontade com Jules, mostrando um ótimo timing cômico e Mark Ruffalo simpático e confortável como um homem de relacionamentos rápidos. Mas a surpresa fica por conta de Mia Wasikowska e Josh Hutcherson que conseguem dar o recado que seus personagens querem passar.

Minhas Mães e Meu Pai pode ser uma produção que aparenta a falta de ousadia na falta de conflitos com relação a um tema bem presente na atualidade, mas é um bom entretenimento contendo um bom elenco em que todos tem seus momentos brilhantes e introduzir ao espectador que tudo está bem. Pelo menos, é o que todos nós desejamos.

Cotação: 7,0

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right, 2010)
Direção: Lisa Cholodenko
Roteiro: Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg
Elenco: Annette Benning, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson.

12 comentários:

Cássio Bezerra disse...

Minha cara Mayara, seja bem-vinda de volta!

Adorei o filme Minhas Mães e Meu Pai, a feel good movie!

Mas não acho que a diretora e co-roteirista Lisa Cholodenko quis mostrar um casamento homossexual bem-sucedido, mas um casamento, como o de qualquer casal de héteros, cheio de altos e baixos.

Bjo.
;)

Wally disse...

O "simplista" logo no início já me matou. Já li várias críticas como a sua mesmo: bom filme, mas muitas ressalvas. Parece que só a crítica americana caiu de amores mesmo.

leo disse...

Concordo com diversas coisas que você disse sobre o filme,como a falta de ousadia e a relação Paul e Jules (que é muito irritante) pra ser sincero.Mas Annette Benning está belíssima em cena,já Julianne Moore confesso que me decepcionou um pouco.Também adorei a atuação certeira de Mia Wasikowska.
Eu não curti muito o filme não.
Abraços

isaias carriço disse...

Mas que maravilha de página!Ela só traz paz e inspiração!

Kamila disse...

PRECISO assistir a este filme!!!!

Mayara Bastos disse...

Cássio, obrigada! Gostei do filme, mas faltou aquela ousadia, acho. Faltou isso para ser um feel good movie para mim. Beijos! ;)

Wally, tinha expectativas altas com ele. E parece que só nos EUA que o filme é perfeito. rsrs. Mas é um bom filme, apesar das ressalvas. ;)

Leo, achei a relação deles meio mal explorada, preferia que focasse mais na Jules e Nic. E amei a Mia aqui. Abraços! ;)

Isaias, poxa, muito obrigado! ;)

Kamila, acho que vai apreciar mais o filme do que eu. Depois, quero sabero que achou! ;)

Reinaldo Glioche disse...

Boa crítica Ma. Sem dúvidas, o garnde ganho desse filme (que é um dos mais pop do ano) é o elenco. Em especial Mia e Ruffalo.
Bjs

Mayara Bastos disse...

Reinaldo, obrigada! O elenco é o grande triunfo do filme. Beijos! ;)

Cristiano Contreiras disse...

Muito bom mesmo esse filme! achei os diálogos, a direção e a precisão interpretativa do elenco perfeitos! Em sintonia mesmo.

Muito bom você ter pontuado que não só Julianne Moore e Annette Bening são boas no filme, mas Mia e Josh são de fundamentais importancia! e, sinceramente, espero que Mark Rufallo seja indicado também ao Oscar.

Ah, a cena que Annette Bening canta e cita Joni Mitchel com Rufallo é muito boa!

Belo filme esse!

Abraço, sumida!

Andinhu S. de Souza disse...

Assistirei esta semana. Espero assistir pelo menos um bom filme. Mas não acredito que Ruffalo estará no Oscar apesar de eu gostar dele.

Gostei do Blog, add vc no meu. Abç! ;)

Otavio disse...

Pois é. O filme é sem dúvida relevante para a época. Mas como estudo da época em que vivemos. Como cinema, bem, hmm, digamos que é mesmo simplista, como você bem colocou. Acho que há uma confusão na crítica americana atual: Eles destacam filmes que definem uma época ou uma geração. Mas será que são todos grandes filmes?? Eis a questão... Mas realmente, no fim, "Minhas Mães e Meu Pai" vale pelo elenco.

Bjs!

Mayara Bastos disse...

Cristiano, o elenco é o melhor do filme, principalmente Mia e Josh. E essa cena é demais mesmo! Abraços! ;)

Andinhu, é sim um bom filme e também gosto do Ruffalo, ele está bem aqui. Obrigado pela visita. Abraços! ;)

Otavio, você fez uma boa colocação com a geração e do que o filme quer pertencer. Por isso mesmo, ele acabou sendo bem simplista, para mim. Beijos! ;)