quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os personagens cinematográficos de 2011

Em ordem alfabética:


Benjamin (Selton Mello) - O Palhaço

"O rato come queijo, o gato bebe leite e eu... sou um palhaço."


Ceasar (Andy Serkis) - Planeta dos Macacos: A Origem

"Ape alone... weak. Apes together strong."


Emma Morley (Anne Hathaway) - Um Dia (menção honrosa a personagem do livro de David Nicholls)

"Whatever happens tomorrow, we had today. "


Erik Lehnsherr (Michael Fassbender) - X-Men: Primeira Classe

"You want society to accept you, but you can't even accept yourself."


Gil Pender (Owen Wilson) - Meia-Noite em Paris

"That's what the present is. It's a little unsatisfying because life is unsatisfying."


Mattie Ross (Hailee Steinfeld) - Bravura Indômita

"You must pay for everything in this world, one way and another."


Nina Sayers (Natalie Portman) - Cisne Negro

"I had the craziest dream last night about a girl who has turned into a swan, but her prince falls for the wrong girl and she kills herself. "


Ree Dolly (Jennifer Lawrence) - Inverno da Alma

"I'd be lost without the weight of you two on my back. I ain't goin' anywhere."


Rei George VI (Colin Firth) - O Discurso do Rei

"If we were equals, I wouldn't be here. I'd be at home with my wife, and no one would give a damn."


Sra. O'Brien (Jessica Chastain) - A Árvore da Vida

"The only way to be happy is to love. Unless you love, your life will flash by."


Tommy (Andrew Garfield) - Não Me Abandone Jamais

"So we say that we’re in love. They can look to our souls and they can see."



Vera Cruz (Elena Anaya) - A Pele Que Habito

"Por el momento nos quedamos solos, te acuerdas?"

sábado, 31 de dezembro de 2011

Os Melhores Filmes de 2011

Em 2011, o Cinema entregou histórias emocionantes, engraçadas, chocantes, reflexivas, sonhadoras... Enfim, são produções que arrebataram nossa atenção ao longo do ano, de acordo com o calendário de lançamentos (contando telonas e telinhas):


1. Cisne Negro (Black Swan, 2010, de Darren Aronofsky)
Crítica



2. Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011, de Woody Allen)
Crítica



3. O Palhaço (idem, 2011, de Selton Mello)



4. Melancolia (Melancholia, 2011, de Lars Von Trier)



5. A Pele Que Habito (La Piel Que Habito, 2011, de Pedro Almodóvar)



6. 127 Horas (127 Hours, 2010, de Danny Boyle)
Crítica


7. X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011, de Matthew Vaughn)
Crítica



8. Bravura Indômita (True Grit, 2010, de Joel Coen e Ethan Coen)
Crítica



9. Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love, 2011, de Glenn Ficarra e John Requa)



10. Não Me Abandone Jamais (Never Let Me Go, 2010, de Mark Romanek)
Crítica


Vale lembrar de: A Árvore da Vida, de Terrence Malick; O Discurso do Rei, de Tom Hooper; Enrolados, de Nathan Greno e Byron Howard; Reino Animal, de David Michôd; Rio, de Carlos Saldanha e Winnie the Pooh, de Stephen J. Anderson e Don Hall.


A Apaixonada por Cinema voltará do recesso das festas no dia 09/01/2012. Desejamos a todos os leitores e seus familiares um 2012 cinematográfico, acompanhado de muitas conquistas, paz e saúde! :)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Os Homens que Não Amavam as Mulheres



"Lisbeth Salander fechou os olhos e quis que o chão se abrisse sob seus pés. Sentia-se num estado de paralisia mental. Estava com a boca seca. A situação era irreal e seu cérebro recusava-se a funcionar."


O jornalista e ativista sueco Stieg Larsson tinha 50 anos de idade quando finalizou os manuscritos de sua obra intitulada Millennium, mas infelizmente, bem depois de entregar sua história aos editores, faleceu prematuramente e não testemunhou o sucesso que sua obra faria na literatura mundial. A trilogia, dividida em três histórias, teve seu destino inevitável em se transformar em uma produção cinematográfica.

O primeiro volume, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, tem como foco narrativo o desaparecimento de uma jovem de 16 anos, em 1966, sobrinha de um rico empresário. Este, então, resolve convocar o repórter da revista Millennium Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que está às voltas com uma acusação de difamação por parte de poderosos.

Do outro lado, encontra-se a hacker bissexual Lisbeth Salander (Noomi Rapace) uma pessoa anti-social, mas muito esperta. Juntando-se o faro jornalístico de Blomkvist e a astúcia de Salander, eles acabam entrando em perigos e abrindo um segredo familiar que pode estar relacionado ao desaparecimento da jovem.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres possui uma complexidade admirável, que envolve imediatamente o espectador, que não percebe as horas de duração passarem, além de respeitar o material de Larsson. E vai além dos suspenses lançados comercialmente por Hollywood por mostrar sem pudor cenas de violência e tensão, usado como reflexão para uma Suécia atual.

Outros méritos vão para as atuações de Michael Nyqvist, como Mikael, que mesmo tendo um desempenho competente, acaba sendo ofuscado por Noomi Rapace, soberba como Lisbeth Salander, uma persona muito bem construída, que por debaixo de seu visual extravagante, mostra-se uma pessoa inteligente e que consegue muito bem se defender.

Como ponto de partida para a trilogia Millennium, Os Homens que Não Amavam as Mulheres faz sua lição de casa por ser um quebra-cabeça competente, ao mesmo tempo em que não está preocupado em se tornar mais um filme investigativo, mas sim envolver o espectador para investigar junto. Agora, é só aguardar a segunda parte, intitulado A Menina que Brincava com Fogo.

Cotação: 8,5

Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Män Som Hatar Kvinnor, 2009)
Direção: Niels Arden Oplev
Roteiro: Rasmus Heisterberg e Nikolaj Arcel, baseados em livro de Stieg Larsson
Elenco: Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Peter Haber, Sven-Bertil Taube, Peter Andersson, Ingvar Hirdwall, Sofia Ledarp, David Dencik.

domingo, 30 de outubro de 2011

Alexandria


A cidade de Alexandria, Egito, ficou conhecida no contexto histórico graças a sua biblioteca, que já foi considerada a maior do mundo antigo e foi alvo de rumores com relação a sua ruína, como um incêndio provocado por Julio Cesar durante sua visita a cidade e até hoje, não possui uma explicação exata do que aconteceu.

O filme Ágora, ou Alexandria em seu título no Brasil, retrata os dilemas de batalha que a cidade egípcia passou, mas muito em torno da astrônoma Hypatia (Rachel Weisz), que também leciona as matérias de filosofia e astronomia na escola, que era juntamente à biblioteca. Nesta escola, eram educados os futuros líderes e viam em Téon, pai de Hypatia, seu maior tutor.

Fora da escola, via-se uma guerra entre cristãos e pagãos, com direito a derramamento de sangue, com os cristãos tomando posse de boa parte da cidade aos poucos e derrubando monumentos pagãos. Ao mesmo tempo em que Orestes (Oscar Isaac) nutre um sentimento por Hypatia, ele acaba se tornando prefeito de Alexandria e seu escravo Davus (Max Minghella), que também sente algo pela astrônoma, se divide entre a fé cristã e a paixão.

Alexandria é uma produção que contem um conteúdo bem complexo, muito em razão da guerra pela aceitação de uma religião, ou seja, três: crista, judia e politeísta, que resolviam tudo na base da faca, até mesmo despindo mulheres. Aliás, nesta época, a mulher era vista como uma subordinada, coisa que Hypatia fazia questão de deixar claro que não era, mas sim independente numa época crítica.

O diretor espanhol Alejandro Amenábar consegue conciliar dilemas importantes no filme, além da guerra entre religiões, o grande estudo de Hypatia, (defendida com brilho por Rachel Weisz) com relação ao movimento do planeta Terra em torno do sol e a destruição da biblioteca de Alexandria, retratada em um belíssimo plano, acompanhada de uma discreta, mas melancólica partitura de Dario Marianelli.

Mesmo que aparente cansaço no meio da projeção, Alexandria é uma produção ambiciosa, mas uma possibilidade de imaginar o que pode realmente ter ocorrido, não só com a biblioteca, mas também com Hypatia, uma personagem que - pode não ter ganhado um enfoque maior para o lado bibliográfico, mas tentou ir além de seus pensamentos.

Cotação: 7,5

Alexandria (Ágora, 2009)
Direção: Alejandro Amenábar
Roteiro: Alejandro Amenábar e Mateo Gil
Elenco: Rachel Weisz, Max Minghella, Oscar Isaac, Rupert Evans, Manuel Cauchi, Ashraf Barhom, Michael Lonsdale, Sami Samir, Richard Durden.

domingo, 25 de setembro de 2011

Comentários sobre o trailer de J. Edgar, de Clint Eastwood

Bem antes de começar a ser filmado, J. Edgar já nasceu chamando certa atenção - e porque não - polêmica. A nova empreitada de Clint Eastwood será em retratar a história de vida de John Edgar Hoover, que ficou por 48 anos encarregado do Departamento Federal de Investigação, ou simplesmente, FBI. E nos anos 1930, ele ficou conhecido na história norte-americana ao capturar John Dillinger (personagem que já foi alvo de outro filme, Inimigos Públicos).

Mas, pelo que é percebido no trailer de J. Edgar é que não é só o FBI que será contado, mas sim a vida pessoal de Hoover, interpretado por Leonardo DiCaprio. Além de sua trajetória no Departamento de Investigação, que durou até os últimos dias de sua vida, como também um suposto caso com seu protegido Clyde Tolson.

Além da prévia despertar a curiosidade em torno da relação entre Hoover e Clyde através de pequenos detalhes, mostra-se um clima histórico e uma reconstituição de época impecável e de uma direção segura de Eastwood, além de DiCaprio surgir com uma assustadora maquiagem.

O elenco de J. Edgar também é composto por Armie Hammer - conhecido por A Rede Social - como Clyde Tolson, Naomi Watts como Helen Gandy, secretária de Hoover e Judi Dench interpretando a mãe do protagonista. O filme estreia em meados de Janeiro no Brasil, bem na época do chamado Awards Season.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Árvore da Vida



Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? (Jó 38:4-5)

Por que a vida é assim? Será que estou fazendo a coisa certa? Essa e outras perguntas similares fazemos a nós mesmos muitas vezes, com as respostas vindo devagarzinho no decorrer de nossa existência e questionando sobre o comportamento da sociedade com relação aos acontecimentos naturais e pessoais. Mesmo que aparente ter as respostas, A Árvore da Vida acaba por colocar mais questões em incógnita para que se tenham interpretações sobre um mesmo assunto: o sentido de viver.

O personagem condutor de A Árvore da Vida é o bem-sucedido Jack (Sean Penn, meio apagado), que mesmo com uma vida confortável, existe algo que o perturba muito, relacionado à sua família, que acabou se afastando depois que seu irmão faleceu aos 19 anos. Juntamos a ele para relembrar sua trajetória nos anos 1950, com seus pais (Brad Pitt e Jessica Chastain) começando uma família com o nascimento das crianças e os costumes da época: o pai viajava a trabalho a mãe tinha que ficar em casa para cuidar dos afazeres.

O casal O’Brien possuem personalidades diferentes: o pai impõe uma educação rígida, despertando a sensação de medo, enquanto a mãe é uma mulher delicada, boa e de coração aberto. O pré-adolescente já começa a questionar a atitude do pai para com ele, mesmo que isso seja para ensinar as crianças para desde cedo se tornarem pessoas dignas e aprendam o que a vida prepara.


A Árvore da Vida pode ser classificado em três partes: o começo, o desenvolvimento e o fim. Aqui, Terrence Malick adepta a “imagem conta mais que palavras”, colocando na tela belíssimas imagens que classificam como uma cronologia da existência humana, envolvendo o Big Bang até mesmo a extinção dos dinossauros, chegando ao nascimento de uma criança até como a morte pode afetar a família e até mesmo as pessoas ao redor.

Outra ousadia é a quase falta de diálogos, somente algumas frases de pensamento usado em momentos-chave do filme, que acaba cansando um pouco, mas fazem com que o espectador fique atento - mesmo não deixando totalmente explícito o lado religioso – o que Malick menos quer do público é o questionamento da existência do Criador.

Além da belíssima fotografia, o filme conta com uma trilha sonora inspirada de Alexandre Desplat, que de tão emocionante e bela parece que foi feita no céu e com atuações significativas de Brad Pitt e Jessica Chastain como os pais e de Hunter McCracken como o jovem Jack.

É complicado dizer em palavras sobre A Árvore da Vida, um filme intimista que exige do espectador uma atenção total e assisti-lo mais de uma vez. Complexo que nem a vida, em que tudo pode acontecer, mas que muitas vezes nem demos conta. Essa é a maior das pretensões de Terrence Malick.

Cotação: 8,0

A Árvore da Vida (The Tree of Life, 2011)
Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick
Elenco: Brad Pitt, Jessica Chastain, Hunter McCracken, Sean Penn, Fiona Shaw, Dalip Singh, Kari Matchett, Joanna Going, Laramie Eppler, Tye Sheridan, Irene Bedard.

domingo, 11 de setembro de 2011

A rotina de Nova York no Cinema


Em 11 de setembro de 2001, os EUA viveram uma alteração de rotina que mudaria e muito não só a vida de pessoas que estavam no lugar e hora errada, mas também o lado econômico e cultural de uma nação, especialmente a cidade de Nova York, que se tornou palco do choque de aviões culminando na queda do World Trade Center em Lower Manhattan.

Agora, Nova York recupera-se aos poucos do ocorrido, mas sempre alertas apostando em campanhas no metrô da cidade no caso de anormalidade e apostando em policiamento reforçado em pontos turísticos. Mas Nova York, um lugar cosmopolita e que desperta os sonhos de muitas pessoas, não merece ser só lembrada pelas coisas ruins, apesar de que hoje, ao completar 10 anos do 11/09, devemos nos solidarizar.


New York sempre é personagem principal de muitos filmes, com cineastas como Woody Allen e Martin Scorsese retratarem no começo de suas carreiras histórias bem contadas, colocando o espectador para sonhar acordado com aquela cidade frenética. Manhattan e Taxi Driver são belos exemplos disso. Mas depois de entregarem as duas obras-primas, Allen e Scorsese juntaram-se com Francis Ford Coppola para Contos de Nova York, em que cada um deles conta em pequenas histórias sobre moradores e sua rotina.


Nova York, Eu Te Amo é outra produção que pelo título já faz uma homenagem à cidade que nunca dorme. Filmado depois de 11 de setembro, o filme acerta em não tocar na ferida do tema delicado, mas sim em contar histórias de pessoas que visitam a cidade, declarando e conhecendo o amor.

Mesmo com os traumas e problemas sociais enfentados em questão do 11/09, Nova York surpreende em conseguir superar eles e continuar sendo uma cidade charmosa, cultural e balançando os sonhos de qualquer mortal.

Obs.: O vídeo abaixo é um tributo do site Moviefone, com a compilação de filmes que usaram a Big Apple como pano de fundo.