
A sensação de nostalgia dominou por inteiro a cerimônia do Oscar neste ano, começando com o tradicional monologo de Billy Crystal, com sua paródia dos filmes indicados, incluindo até a maquiagem de Tintim e com uma canção improvisada por ele sobre os filmes. Enfim, uma cerimônia conduzida nos moldes da Academia.
Enquanto Crystal fazia o que esperava, moças vestidas de pipoqueiras distribuindo pipocas no intervalo para os convidados, um In Memoriam simples, mas emocionante na medida ao som de ‘What a Wonderful World’ e ainda Caco e Miss Piggy apresentando Cirque Du Soleil, que mesmo impecáveis, como sempre, o show ali ficou meio forçado, em razão de anteceder as categorias de trilha sonora e canção original, esta última muito desprezada não só pelo descaso em indicar só duas músicas, como também abolir as apresentações.
Mesmo com o ritmo ágil, sem enrolação de um prêmio a outro, apesar de toda a nostalgia forçar um pouco em vídeos de atores norte-americanos, que incluem Tom Cruise até Adam Sandler falando sobre a procura dos filmes como uma forma de lazer. Por ser com atores, o vídeo ficou artificial demais.
Sobre os prêmios, O Artista e A Invenção de Hugo Cabret dividiram prêmios, com o francês dominando as principais categorias e o filme de Martin Scorsese com as técnicas. Mesmo com vitórias agradáveis como Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Edição) e Meia-Noite em Paris (roteiro original).
Momentos marcantes neste Oscar pertencem a Meryl Streep, que assim como Ingrid Bergman e Jack Nicholson, é dona de um terceiro Oscar e Jean Dujardin, o primeiro ator francês a vencer a estatueta e esbanjando simpatia e com direito a uma dancinha de seu personagem, George Valentin, no final de seu discurso. È por esses momentos que esse Oscar merece ser lembrado.
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