
Realmente, em uma opinião pessoal, esta temporada de prêmios está previsível e ao mesmo tempo sem aquela emoção dos anos anteriores. Mas, no último domingo (17/01) tivemos algumas surpresas na coroação dos vencedores da 67ª edição do Globo de Ouro, concedido pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA). Pela primeira vez depois de muitos anos, a premiação ganhou um anfitrião: o comediante britânico Ricky Gervais, que 0 acho hilário, mas esperava mais de sua apresentação, que acabou ficando sem graça em alguns momentos.
O grande vencedor foram os nossos amiguinhos azuis da ficção
Avatar, que ganhou os principais prêmios da noite: melhor filme drama e diretor para James Cameron, e já entrando com o pé direito e como favorito na disputa pelo careca dourado. Continuando na categoria drama, Jeff Bridges é eleito melhor ator por
Coração Louco e Sandra Bullock é a melhor atriz por
O Lado Cego. Aquu vemos Jeff confirmando-se como favorito superando nomes como Morgan Freeman e George Clooney e Sandra confirmando o ótimo ano que teve, derrubando favoritas como Carey Mulligan e Helen Mirren.

Já na categoria comédia/musical, o destaque ficou por conta da vitória do divertido
Se Beber, Não Case!, derrubando a película que era considerado favorito, o musical
Nine, que vê suas chances de figurar nas categorias principais do Oscar diminuidas, já que o filme acabou de mãos abanando. Na categoria atores, como era de esperar Meryl Streep por
Julie & Julia e vendo suas chances de um terceiro Oscar aumentarem ainda mais. Mas a surpresa foi por conta da vitória de Robert Downey Jr., pela aventura
Sherlock Holmes. Acho-o um ator muito versátil, que está numa fase incrível em sua carreira, mas, perdoe-me, acho que Joseph Gordon-Levitt merecia mais por sua simpatia em
(500) Dias com Ela.
As obviedades ficaram por conta dos atores coadjuvantes: Christoph Waltz, com o único prêmio de
Bastardos Inglórios e Mo'nique por
Preciosa - Uma História de Esperança. Já
Amor sem Escalas, fita campeã de indicações só ficou com o prêmio de melhor roteiro.
A Fita Branca, do alemão Michael Haneke é o melhor filme estrangeiro e o belíssimo
Up - Altas Aventuras é a melhor animação. Já na parte de triilhas sonoras, vitória da canção "The Weary Kind", de
Coração Louco e a maravilhosa trilha de
Up rendeu o Globo ao compositor Michael Giacchino. Já o prêmio Cecil B. DeMille, pelo conjunto da obra foi concedido ao diretor Martin Scorcese, esbanjando carisma num dos pontos altos da noite.

Já na parte de televisão:
Mad Men foi eleita (novamente) a melhor série dramática e a popular
Glee foi eleita melhor série comédia/musical. Na categoria atores,
Dexter levou dois: melhor ator para Michael C. Hall (finalmente) e ator coadjuvante para John Lithgow. As melhores atrizes foram para Julianna Margulies pela série
The Good Wife na categoria drama e Toni Collette por
The United States of Tara na categoria comédia e Alec Baldwin é o melhor ator cómico (novamente) por
30 Rock, este último não esteve presente para receber seu prêmio. As surpresas da categoria ficaram por conta de Chloe Sevigny, melhor atriz coadjuvante por
Big Love, Kevin Bacon como melhor ator de telefilme por
Taking Chance e Drew Barrymore como melhor atriz de telefilme pelo ótimo
Grey Gardens, aliás, este último foi eleito o melhor telefilme.
Sobre a transmissão da festa para o Brasil, não tem muito o que comentar, só afirmar que a cada ano que passa, ela esta superando-se em quesito falta de classe por parte dos cidadãos que são chamados para comentar. È, meus queridos da TNT, acordem para a vida, mas ainda bem que agradecemos a Deus pela tecla SAP.